Empreendedora Edimara Dal Pozzo atua à frente da Royal Eagle Insurance Group
Morar nos Estados Unidos envolve uma série de adaptações que vão muito além do idioma. Para os brasileiros que chegam ao país, entender como funcionam seguros de automóvel, saúde, residência e outras modalidades de proteção pode se tornar um desafio — e foi justamente nesse mercado que a brasileira Edimara Dal Pozzo encontrou espaço para empreender.
Especialista em seguros e à frente da Royal Eagle Insurance Group, no Texas, Edimara atende brasileiros que precisam contratar seguros nos Estados Unidos e muitas vezes ainda desconhecem as particularidades do sistema americano.
Segundo a empresária, uma das principais dificuldades está em compreender que as regras e coberturas podem ser bastante diferentes daquelas às quais o brasileiro estava acostumado.
“Não é apenas uma questão de contratar um seguro. Muitas vezes, o brasileiro chega aos Estados Unidos sem conhecer os limites das coberturas, o que está ou não incluído na apólice e qual é a proteção adequada para a realidade que está construindo aqui”, afirma Edimara.
O seguro de automóvel é um exemplo. No Texas, a cobertura mínima de responsabilidade civil é conhecida como 30/60/25: US$ 30 mil para danos corporais por pessoa, US$ 60 mil por acidente e US$ 25 mil para danos materiais.
Embora atenda à exigência legal, essa cobertura pode não ser suficiente diante de um acidente de maior gravidade.
“Estar dentro da exigência legal não significa necessariamente estar protegido de todo o impacto financeiro de um acidente. Dependendo da situação e dos valores envolvidos, o motorista responsável pode ficar exposto pela diferença”, explica.
Empreendedorismo voltado à comunidade brasileira
A atuação de Edimara acompanha um mercado formado por brasileiros que chegam aos Estados Unidos para trabalhar, empreender, estudar ou estabelecer uma nova vida e precisam aprender a lidar com serviços essenciais do cotidiano americano.
Nesse cenário, falar o mesmo idioma é apenas uma parte do atendimento. Para a empresária, é necessário traduzir também a lógica do mercado e explicar ao cliente quais riscos ele está assumindo ao escolher determinada cobertura.
“Nosso trabalho com o brasileiro passa muito pela informação. Ele precisa entender o que está contratando para tomar uma decisão consciente, e não simplesmente escolher uma apólice pelo preço”, diz.
A estratégia mostra como o crescimento da comunidade brasileira nos Estados Unidos também abre espaço para negócios especializados em atender demandas específicas desse público.
Para Edimara, esse conhecimento se torna ainda mais relevante à medida que o imigrante constrói patrimônio e amplia sua vida financeira no país.
“O brasileiro chega, compra um carro, aluga ou compra uma casa, abre uma empresa e começa a construir patrimônio. As necessidades mudam ao longo desse processo. O seguro precisa acompanhar essa evolução”, afirma.
À frente da Royal Eagle Insurance Group, Edimara aposta justamente nessa combinação entre conhecimento do mercado americano e atendimento direcionado à realidade dos brasileiros para ampliar sua atuação no Texas e atender uma comunidade que, além de contratar serviços, precisa entender como funcionam as regras do país onde decidiu construir uma nova vida.
(Crédito: Divulgação)